O consumo de bebidas alcoólicas apresenta riscos com os avanços da falsificação e adulteração de bebidas. Embora os dois sejam frequentemente utilizados como sinônimo, eles indicam crimes diferentes, ambos geram sérias consequências para saúde pública, para o mercado e para a economia.
A falsificação ocorre quando uma bebida é inteiramente produzida de forma ilegal, com o objetivo de imitar uma marca original. Nesse caso, criminosos copiam o rótulo, a embalagem e selos de controle para dar aparência de legitimidade ao produto, mas o conteúdo não possui qualquer relação com a bebida verdadeira.
Esses produtos são produzidos sem controle sanitário e podem conter álcool etílico industrial, metanol ou solventes tóxicos, substâncias que causam cegueira, falência renal e outros sintomas que podem levar a óbito. De acordo com a Receita Federal e o Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), o mercado ilegal de bebidas já movimenta bilhões de reais por ano no país, prejudicando fabricantes regulares e reduzindo a arrecadação de impostos.
Diferente da adulteração quando uma bebida legitima é manipulada após sair da fábrica, ou seja, o produto é original, mas sofre alteração na composição, na graduação alcoólica ou é misturado com substâncias de menor qualidade, como água, corantes, aromatizantes ou até álcool de origem desconhecida. Com o objetivo de reduzir custos e aumentar o lucro do vendedor.
Em alguns casos a garrafa, o rótulo e a tampa são legitimas o que por sua vez dificulta a identificação da fraude, porém o conteúdo diferente. Além dos danos à saúde, a adulteração causa desequilíbrio no mercado, afetando a confiança do consumidor e manchando a imagem das marcas envolvidas.
Ambos apresentam riscos graves à saúde, visto que os consumidores podem apresentar intoxicação aguda, danos hepáticos, renais, cegueira e comprometimento neurológico (no caso de bebidas contaminadas com metanol). E em alguns casos infecções por contaminação bacteriana, devido à falta de controle de qualidade e ausência de registro sanitário.
Além de riscos físicos, há o prejuízo econômico e moral, pois o consumidor confia na credibilidade do produto, realiza a compra e contribui, sem conhecimento, com o financiamento de redes criminosas.
Um dos principais cuidados que o consumidor deve ter é observar os detalhes da embalagem e do produto antes da compra. Preços muito abaixo da média costumam ser o primeiro sinal de alerta, pois podem indicar origem duvidosa. Também é importante verificar o rótulo, que, em produtos falsificados, muitas vezes apresenta desalinhamento, borrões ou impressão de baixa qualidade.
Outro ponto de atenção é a tampa da garrafa, se estiver amassada, violada ou com lacre irregular, há grandes chances de o produto ter sido adulterado. Além disso, a ausência do selo fiscal da Receita Federal é um indicativo de irregularidade. O consumidor também deve desconfiar de qualquer diferença de cor, sabor ou cor em relação ao produto original, pois essas alterações podem indicar manipulação do conteúdo.
A orientação é nunca consumir bebidas de providência duvidosa e denunciar irregularidades aos órgãos competentes, como a Polícia Civil, o Procon ou a Receita Federal
Entender a diferença entre adulteração e falsificação é essencial para conscientizar o consumidor e fortalecer o combate a esse tipo de crime.